{"id":260,"date":"2020-03-19T09:24:00","date_gmt":"2020-03-19T09:24:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2020-07-22T19:01:20","modified_gmt":"2020-07-22T22:01:20","slug":"interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/","title":{"rendered":"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/Content\/Uploads\/Images\/cursos online\/design-artesanato-nicole-tomazi-21.jpg\" width=\"100%\" \/><\/p>\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 10pt;\">por <a href=\"https:\/\/www.nicoletomazi.com\">Nicole Tomazi*<\/a><\/span><a href=\"https:\/\/www.nicoletomazi.com\">&nbsp;<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O artesanato &eacute; uma das mais expressivas manifesta&ccedil;&otilde;es da cultura brasileira. Os produtos artesanais, quando carregam valores culturais, ampliam a percep&ccedil;&atilde;o da territorialidade. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(1;2)<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme a UNESCO&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(12)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, os di&aacute;logos entre as comunidades podem ser renovados pelos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, a intoler&acirc;ncia, os riscos de deteriora&ccedil;&atilde;o e desaparecimento do patrim&ocirc;nio cultural imaterial s&atilde;o gerados pelos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o social, o que justifica o desenvolvimento de meios para sua salvaguarda.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A atividade artesanal &eacute; baseada na <strong>riqueza cultural,<\/strong> sendo uma produ&ccedil;&atilde;o mutante que varia de acordo com o territ&oacute;rio onde est&aacute; inserida, adaptando-se &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es e modifica&ccedil;&otilde;es do tempo. Sendo assim, perpetua os<strong> saberes <\/strong>e o<strong> modo de vida <\/strong>dos indiv&iacute;duos, al&eacute;m de atuar no &acirc;mbito social e ser considerada uma <strong>atividade econ&ocirc;mica<\/strong>. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(3;2) <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta linha, a uni&atilde;o do <strong>design e artesanato<\/strong> tem gerado benef&iacute;cios sociais inquestion&aacute;veis promovendo o fortalecimento das identidades culturais e da conex&atilde;o dos indiv&iacute;duos com seu territ&oacute;rio. Surge, assim, na atualidade a concep&ccedil;&atilde;o do designer como propulsor de transforma&ccedil;&otilde;es sociais em contraponto &agrave; vis&atilde;o do designer como um mero projetista de artefatos industriais. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(4;5;6) <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Este artigo visa corroborar referenciais te&oacute;ricos sobre cultura, patrim&ocirc;nio, artesanato e design, para apresentar uma possibilidade de manuten&ccedil;&atilde;o cultural a partir de a&ccedil;&otilde;es colaborativas voltadas a grupos sociais.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para tanto, <strong>o artigo est&aacute; dividido em 5 partes<\/strong>, sendo a primeira uma abordagem sobre cultura, patrim&ocirc;nio e sua rela&ccedil;&atilde;o com os grupos sociais. Nesta, destaca-se a import&acirc;ncia do patrim&ocirc;nio em um cen&aacute;rio globalizado visando &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o das identidades. A se&ccedil;&atilde;o seguinte trata das iniciativas culturais no Brasil, com enfoque na manuten&ccedil;&atilde;o da cultura e nas pr&aacute;ticas artesanais, apresentando as a&ccedil;&otilde;es mais significativas na &aacute;rea. A import&acirc;ncia do artesanato como representa&ccedil;&atilde;o tang&iacute;vel da rela&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos com sua hist&oacute;ria e cultura &eacute; apresentada na terceira parte que trata, ainda, da relev&acirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o artesanal no cen&aacute;rio social brasileiro. Na quarta se&ccedil;&atilde;o especula-se um caminho de identifica&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o cultural por meio da intersec&ccedil;&atilde;o do design com o artesanato. Com base no referencial te&oacute;rico da &aacute;rea s&atilde;o indicadas possibilidades de trabalho conjunto visando a salvaguarda do patrim&ocirc;nio e de que modo esta a&ccedil;&atilde;o pode ocorrer. Por fim, as considera&ccedil;&otilde;es finais apresentam possibilidades de respeito &agrave; diversidade cultural no &acirc;mbito do artesanato por meio de a&ccedil;&otilde;es de design.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong><br \/>CULTURA E PATRIM&Ocirc;NIO<\/p>\n<p><\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao estudar a cultura, &eacute; preciso atender ao dinamismo e &agrave; simbiose do desenvolvimento dos grupos sociais e dos indiv&iacute;duos. &Eacute; a partir da constru&ccedil;&atilde;o de grupos que estes indiv&iacute;duos<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">&ldquo;exprimem a sua linguagem, os seus valores, gestos e comportamento e a sua identidade&rdquo;&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(7)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Segundo Freitas&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(8)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">,<\/span> o aprofundamento no estudo da cultura dos bens materiais &eacute; importante principalmente pelos mesmos serem um reflexo de uma &eacute;poca, reproduzindo a estrutura cultural de uma sociedade, sendo, pela sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia, uma heran&ccedil;a social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Geertz&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">(9)<\/span>&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">define cultura como um padr&atilde;o de significados incorporados a s&iacute;mbolos que s&atilde;o transmitidos no decorrer da hist&oacute;ria. O autor se recusa a buscar leis universais de significado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Ono&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(10)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, a identidade cultural &eacute; mut&aacute;vel, aberta, e composta por valores, comportamentos e refer&ecirc;ncias expressas no desenvolvimento de grupos sociais e indiv&iacute;duos: &ldquo;a cultura se encontra essencialmente vinculada ao processo de forma&ccedil;&atilde;o das sociedades humanas&rdquo;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cen&aacute;rio mundial atual apresenta dois caminhos oriundos do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o e homogeneiza&ccedil;&atilde;o cultural. O primeiro trata do distanciamento das comunidades em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua cultura local e o segundo, em contraponto, apresenta uma resist&ecirc;ncia dos grupos sociais por meio da reafirma&ccedil;&atilde;o das identidades locais.&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(11)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O patrim&ocirc;nio cultural, portanto, &eacute; de extrema import&acirc;ncia para a manuten&ccedil;&atilde;o da diversidade e para o desenvolvimento social sustent&aacute;vel, sendo sua salvaguarda interesse universal&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(12)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Ele valoriza e consagra o que &eacute; comum a um determinado grupo social tanto no espa&ccedil;o quanto no tempo. Este patrim&ocirc;nio engloba o meio ambiente, o saber fazer e os artefatos resultantes da intera&ccedil;&atilde;o do homem com a natureza <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(13)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a UNESCO&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(12)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, em defini&ccedil;&atilde;o dada pela Conven&ccedil;&atilde;o para a Salvaguarda do Patrim&ocirc;nio Cultural Imaterial, o Patrim&ocirc;nio Imaterial compreende todas as manifesta&ccedil;&otilde;es oriundas de um determinado grupo social, bem como os instrumentos e produtos que lhes s&atilde;o associados, reconhecidos pelos mesmos como parte integrante de seu patrim&ocirc;nio. Este patrim&ocirc;nio &eacute; passado de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o sendo um promotor de &ldquo;respeito &agrave; diversidade cultural e &agrave; criatividade humana&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, de acordo com o Instituto do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional &ndash; IPHAN-, o patrim&ocirc;nio imaterial est&aacute; em constante transforma&ccedil;&atilde;o, e muda de acordo com a intera&ccedil;&atilde;o dos grupos com o ambiente onde vivem e de sua hist&oacute;ria. O patrim&ocirc;nio cultural imaterial se manifesta nos campos das tradi&ccedil;&otilde;es e express&otilde;es orais, nas express&otilde;es art&iacute;sticas, c&ecirc;nicas, pl&aacute;sticas, musicais ou l&uacute;dicas, nas pr&aacute;ticas sociais, nos rituais e atos festivos, conhecimentos e pr&aacute;ticas relacionadas &agrave; natureza e ao universo, nos lugares que abrigam pr&aacute;ticas culturais coletivas, nas pr&aacute;ticas artesanais tradicionais e nos of&iacute;cios ou modos de fazer. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(12;14)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objetivo prim&aacute;rio da identifica&ccedil;&atilde;o do Patrim&ocirc;nio Imaterial &eacute; o de assegurar a responsabilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o deste patrim&ocirc;nio no seu territ&oacute;rio. <span style=\"font-size: 8pt;\">(IPHAN, 2006)<\/span>. Para Souza <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(15)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, o patrim&ocirc;nio &eacute; vivo, resultado da valoriza&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias dos indiv&iacute;duos que, ao realizarem e desenvolverem geram o bem estar das comunidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com o entendimento da import&acirc;ncia da manuten&ccedil;&atilde;o da cultura, n&atilde;o existem instrumentos concisos destinados &agrave; salvaguarda do patrim&ocirc;nio cultural imaterial&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(12)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Para Tomaz <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(13)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, ao cuidar do patrim&ocirc;nio, resguarda-se a mem&oacute;ria, contextualizando e valorizando as rela&ccedil;&otilde;es sociais existentes.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A necessidade de conscientiza&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da cultura local gerou medidas que visam garantir sua manuten&ccedil;&atilde;o, sendo elas: identifica&ccedil;&atilde;o, documenta&ccedil;&atilde;o, investiga&ccedil;&atilde;o, preserva&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o, revitaliza&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o por meio da educa&ccedil;&atilde;o. A participa&ccedil;&atilde;o das comunidades nas atividades de salvaguarda deve ser ativa, de modo a fazer com que os criadores sejam tamb&eacute;m transmissores dessa cultura&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(12)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A interpreta&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio natural e cultural apresenta a unicidade de um lugar, fazendo com que qualquer visitante apreenda o que lhe &eacute; estranho ao estabelecer uma conex&atilde;o com o mesmo, para que se sinta instigado a ampliar seu conhecimento. Sendo assim, &ldquo;como a experi&ecirc;ncia tur&iacute;stica &eacute; fortemente visual, o olhar do visitante procura encontrar a singularidade do lugar, seus s&iacute;mbolos e significados mais marcantes&rdquo;. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(16)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme Franzato <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(17)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">,<\/span> da uni&atilde;o de natureza e cultura, como uma trama que comp&otilde;e um tecido, surge a concep&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rio. Ao se optar por uma abordagem territorial, deve haver a valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio material e imaterial, dos recursos da biodiversidade. Estes elementos fazem parte de um lugar espec&iacute;fico e s&atilde;o constru&iacute;dos ao longo do tempo pelos indiv&iacute;duos que ali habitam. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(18)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Krucken <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(18)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, as manifesta&ccedil;&otilde;es culturais podem ser traduzidas em produtos locais, j&aacute; que estes s&atilde;o relacionados diretamente com o seu territ&oacute;rio e com a comunidade produtora; &ldquo;envolvem, portanto, bens materiais e imateriais, tang&iacute;veis e intang&iacute;veis que compreendem o patrim&ocirc;nio cultural&rdquo; <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(17)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Dentro do contexto artesanal, &eacute; importante distinguir as iniciativas e estudos para a preserva&ccedil;&atilde;o do artesanato das iniciativas de valoriza&ccedil;&atilde;o da atividade artesanal a partir de a&ccedil;&otilde;es comerciais, j&aacute; que as t&eacute;cnicas artesanais s&atilde;o consideradas express&otilde;es tang&iacute;veis do Patrim&ocirc;nio Imaterial&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(15)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.&nbsp;<\/p>\n<p>A relev&acirc;ncia de iniciativas culturais &eacute; primordial para a manuten&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio. Sendo assim, a seguir ser&atilde;o apresentadas algumas iniciativas para o desenvolvimento da cultura no Brasil, como institui&ccedil;&otilde;es de fomento e a&ccedil;&otilde;es de salvaguarda.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/p>\n<p><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>INICIATIVAS CULTURAIS NO BRASIL&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>As pol&iacute;ticas culturais foram institucionalizadas no Brasil com a chegada da fam&iacute;lia real portuguesa. De l&aacute; aos dias de hoje, os governos mantiveram interesse no desenvolvimento cultural, utilizando o mesmo para &ecirc;nfases diversas e adequadas a cada &eacute;poca da hist&oacute;ria brasileira. Inicialmente a inten&ccedil;&atilde;o era limitar o acesso &agrave; cultura para um pequeno grupo social. Desta forma, com o passar dos anos, a abrang&ecirc;ncia de p&uacute;blico atingido pelos incentivos culturais mudou, de modo que &ldquo;programas p&uacute;blicos dirigem-se ao suporte das culturas populares secularmente marginalizadas e oprimidas&rdquo;&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(19)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme Oliveira <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(20)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, no decorrer dos anos o Estado moderno utilizou a cultura para disseminar uma unidade identit&aacute;ria de na&ccedil;&atilde;o, a fim de manter a integralidade nacional. Deste modo, uma unifica&ccedil;&atilde;o de identidade nacional foi, em muitos casos, ferramenta para a manuten&ccedil;&atilde;o do Estado <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(20)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Para Ortiz <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(21)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, &ldquo;a mem&oacute;ria nacional opera uma transforma&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica da realidade social, por isso n&atilde;o pode coincidir com a mem&oacute;ria particular dos grupos populares&rdquo; <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(21)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com as tentativas de imposi&ccedil;&atilde;o de uma identidade nacional &uacute;nica, as institui&ccedil;&otilde;es de fomento surgiram da inten&ccedil;&atilde;o de manter viva a pr&aacute;tica artesanal, com a&ccedil;&otilde;es de planejamento para que esta pr&aacute;tica perdurasse n&atilde;o s&oacute; pelo seu valor cultural, mas pela sua capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de renda <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(22)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir da d&eacute;cada de 1970, reiniciou-se o debate sobre o resgate da identidade nacional. Houve uma busca pela amplia&ccedil;&atilde;o do entendimento e da preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio por meio de pesquisas, registros e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(23)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Nesse sentido, pode-se citar o Instituto do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional &#8211; IPHAN, &oacute;rg&atilde;o que iniciou a forma&ccedil;&atilde;o de agentes p&uacute;blicos e organizou programas voltados para o desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o artesanal focada na cultura local. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(22)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os bens culturais que representam grupos formadores da sociedade brasileira foram inseridos como bens a serem preservados no ano de 1988, com o reconhecimento das naturezas materiais e imateriais da cultura. Sendo o Patrim&ocirc;nio Cultural Imaterial um elemento vivo, que muda de acordo com os fluxos dos grupos sociais e da passagem de gera&ccedil;&otilde;es, sua preserva&ccedil;&atilde;o contribui para o respeito &agrave; diversidade das culturas. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(24)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma possibilidade de preserva&ccedil;&atilde;o surge com o Programa Nacional do Patrim&ocirc;nio Imaterial (PNPI), que visa viabilizar projetos para identificar, reconhecer, salvaguardar e promover o patrim&ocirc;nio imaterial cultural. O PNPI foi criado &ldquo;visando &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica espec&iacute;fica de invent&aacute;rio, referenciamento e valoriza&ccedil;&atilde;o desse patrim&ocirc;nio&rdquo;. <span style=\"font-size: 8pt;\">(IPHAN, 2000, p.3)<\/span>. A promo&ccedil;&atilde;o da inclus&atilde;o social e a melhoria de vida dos detentores e produtores da cultura imaterial s&atilde;o algumas das diretrizes do PNPI, sendo o objetivo das mesmas a transmiss&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o das manifesta&ccedil;&otilde;es culturais. Deste modo, acredita-se que os participantes de programas de salvaguarda da cultura ampliem seu acesso aos benef&iacute;cios gerados, sendo assim protegidos e valorizados. <span style=\"font-size: 8pt;\">(IPHAN, 2015)<\/span>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Murta <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(25)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, somente uma comunidade voltada para a preserva&ccedil;&atilde;o de seu patrim&ocirc;nio, fazendo do mesmo a base de seu desenvolvimento econ&ocirc;mico, pode enfrentar demandas com autonomia. &ldquo;Assim, a sa&iacute;da para a preserva&ccedil;&atilde;o &eacute; capacitar a comunidade para assimilar e explorar, em seu favor, as press&otilde;es do progresso e desenvolvimento.&rdquo; <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(25)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Inovar e valorizar a tradi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o quest&otilde;es desafiadoras, sendo muitas vezes antag&ocirc;nicas e complementares ao mesmo tempo e &ldquo;[&#8230;] parecem emergir sucessivamente na sociedade ao decorrer do tempo&rdquo;&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(18)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Para Moraes e Cavalcante <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(26)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, a dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre as culturas locais e suas potencialidades &eacute; uma das possibilidades de valoriza&ccedil;&atilde;o cultural, o que amplia o desenvolvimento e a sustentabilidade nos &acirc;mbitos social e cultural.<\/span> <span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(26)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com esse prop&oacute;sito surgem iniciativas p&uacute;blicas de fomento &agrave; cultura, sendo muitas delas programas criados para o apoio ao artesanato brasileiro, dando suporte aos artes&atilde;os tanto no &acirc;mbito de seu processo produtivo como no apoio &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(27)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Pinho <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(28)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, muito se tem feito para o desenvolvimento do setor, seja por meio de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONGs) ou governos, cabendo ressaltar que importantes somas t&ecirc;m sido investidas como fomento ao artesanato.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um exemplo &eacute; o Programa de Artesanato do SEBRAE &#8211; Servi&ccedil;o Brasileiro de Apoio &agrave;s Micro e Pequenas Empresas-, que surgiu em 1988 para atuar de forma sist&ecirc;mica na atividade artesanal, atingindo toda a sua cadeia produtiva.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na d&eacute;cada de 1990 muitas institui&ccedil;&otilde;es de fomento incorporaram aos seus planos de a&ccedil;&atilde;o iniciativas voltadas ao setor artesanal. O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) foi lan&ccedil;ado no ano de 1991 na expectativa de ampliar o n&iacute;vel cultural, social e econ&ocirc;mico dos artes&atilde;os, aprimorando os mesmos do ponto de vista pessoal e tamb&eacute;m dos produtos que geravam. A inten&ccedil;&atilde;o era de promover o artesanato no mercado, com enfoque no fortalecimento e no est&iacute;mulo do desenvolvimento da identidade local. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(3;29)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O SEBRAE &eacute; um dos &oacute;rg&atilde;os de abrang&ecirc;ncia nacional que fomenta o desenvolvimento artesanal a partir de cursos e oficinas <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(4)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. &Eacute; do SEBRAE o Termo de Refer&ecirc;ncia do Artesanato, documento do ano de 2004 que organiza e classifica as manifesta&ccedil;&otilde;es artesanais brasileiras. O termo foi elaborado a partir dos resultados do Programa de Artesanato do SEBRAE de 1999 a 2003, seus cinco primeiros anos de atua&ccedil;&atilde;o. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(30)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Johann <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(31)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, as classifica&ccedil;&otilde;es determinadas no Termo de Refer&ecirc;ncia do Artesanato servem de base para outras institui&ccedil;&otilde;es brasileiras de fomento ao artesanato. A falta de unifica&ccedil;&atilde;o de conceitos, aplica&ccedil;&otilde;es e abordagens fez com que o programa n&atilde;o apresentasse uma continuidade, sendo a falta de integra&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito dos 27 estados brasileiros seu maior ponto fraco. Por&eacute;m, mesmo com estas peculiaridades, o Programa do Artesanato desenvolvido pelo SEBRAE, somente nos seus cinco primeiros anos, capacitou noventa mil artes&atilde;os em suas oficinas e cursos de capacita&ccedil;&atilde;o. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">(4;30)<\/span><\/p>\n<p><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">As a&ccedil;&otilde;es voltadas ao artesanato visam &agrave; autonomia econ&ocirc;mica dos grupos. Acredita-se que, ap&oacute;s passarem por interven&ccedil;&otilde;es apoiadas pelas institui&ccedil;&otilde;es de fomento, os mesmos desenvolvam a autossufici&ecirc;ncia para lidar com o mercado e aprimorem a gest&atilde;o de processos e produtos. Estas iniciativas trazem aos grupos a melhoria da competitividade e a amplia&ccedil;&atilde;o da inser&ccedil;&atilde;o do artesanato no mercado.&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(22)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sendo assim, a se&ccedil;&atilde;o seguinte apresenta um aprofundamento nos aspectos do artesanato, a fim de organizar as refer&ecirc;ncias te&oacute;ricas sobre a tem&aacute;tica e ampliar a discuss&atilde;o sobre o assunto.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">ASPECTOS DO ARTESANATO<\/span>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>Para Aguiar e Parente <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(29)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">,<\/span> &ldquo;a hist&oacute;ria do artesanato &eacute; a pr&oacute;pria hist&oacute;ria da civiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, dada a import&acirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o manual para a sobreviv&ecirc;ncia do homem. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(29)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A fabrica&ccedil;&atilde;o de objetos artesanais &eacute; citada em diversas &eacute;pocas e culturas, revelando sua antiguidade, sendo at&eacute; mesmo entendida como precursora das atividades industriais estandardizadas atuais, j&aacute; que o processo de fabrica&ccedil;&atilde;o artesanal pode ser comparado a uma pequena ind&uacute;stria especializada.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">O diferencial primordial est&aacute; na individualiza&ccedil;&atilde;o e humaniza&ccedil;&atilde;o do processo artesanal, feito com as m&atilde;os, quando o artes&atilde;o imprime seu cunho pessoal, utilizando meios tradicionais de produ&ccedil;&atilde;o aliados &agrave; sua habilidade t&eacute;cnica, qualidade e originalidade. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(32)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Moraes <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(33)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, o artesanato &eacute; o produto espont&acirc;neo do conv&iacute;vio do homem com os aspectos da sua cultura e tradi&ccedil;&atilde;o. O artesanato, portanto, seja atrav&eacute;s de seu processo de produ&ccedil;&atilde;o ou por meio dos produtos gerados, n&atilde;o pode ser considerado uma simples atividade manual. Ele traduz a ess&ecirc;ncia do artes&atilde;o, um art&iacute;fice que, com sua habilidade, encontra solu&ccedil;&otilde;es para seus problemas e necessidades com destreza e criatividade fora dos padr&otilde;es convencionais de produ&ccedil;&atilde;o. Assim, o produto artesanal vem encontrando espa&ccedil;o no cen&aacute;rio globalizado atual, pois carrega em si aspectos particulares do artes&atilde;o, sua cultura e identidade.<\/span> <span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(34)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Talvez, por este motivo, o artesanato seja um produto t&atilde;o interessante. Pode-se perceber nitidamente a m&atilde;o do homem, presente no processo que resultou em sua forma e em suas caracter&iacute;sticas. Por tr&aacute;s do artesanato existe &ldquo;tempo humano&rdquo;, coisa rara no s&eacute;culo XXI. O tempo humano est&aacute; presente &ldquo;no pensar&rdquo; e &ldquo;no fazer&rdquo;, que provoca tamb&eacute;m uma aprecia&ccedil;&atilde;o mais profunda &ldquo;do usar&rdquo;. Ou seja, o artesanato rememora um ritual do fazer e estimula um ritual de frui&ccedil;&atilde;o. <\/span><span style=\"font-size: 8pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">(18)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Keller et al <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(27)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, no Brasil as ra&iacute;zes do artesanato remontam aos tempos das corpora&ccedil;&otilde;es de of&iacute;cios, &oacute;rg&atilde;os reguladores dos modos de produzir da &eacute;poca das col&ocirc;nias. Atualmente, a atividade artesanal representa uma parcela significativa da economia que, al&eacute;m de absorver m&atilde;o-de-obra, &eacute; mantenedora da cultura, utilizando t&eacute;cnicas passadas de gera&ccedil;&atilde;o para gera&ccedil;&atilde;o, expressando, assim, o saber popular. A exist&ecirc;ncia do artesanato nos dias atuais, portanto, n&atilde;o se refere somente a esta conex&atilde;o com a hist&oacute;ria, mas tamb&eacute;m &agrave; sustentabilidade de comunidades, sendo respons&aacute;vel pela gera&ccedil;&atilde;o de renda de muitas fam&iacute;lias. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(31)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Surge, ent&atilde;o, a necessidade de organiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o artesanal de modo a colaborar com o desenvolvimento do setor. Visando a facilita&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es como planejamento, execu&ccedil;&atilde;o e monitoramento de projetos, voltadas para cada categoria artesanal, foi elaborado o Termo de Refer&ecirc;ncia do Artesanato, dentro do Programa SEBRAE de Artesanato. O documento classifica o artesanato em rela&ccedil;&atilde;o aos processos produtivos, usos, organiza&ccedil;&atilde;o de trabalho e mat&eacute;rias-primas utilizadas. Esta organiza&ccedil;&atilde;o apresenta a diversidade da &aacute;rea e as possibilidades de percep&ccedil;&atilde;o do setor. <span style=\"font-size: 8pt;\">(SEBRAE, 2010)<\/span>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A classifica&ccedil;&atilde;o proposta pelo SEBRAE contribui, por exemplo, para uma maior assertividade das a&ccedil;&otilde;es de fomento e apoio ao artesanato uma vez que propicia a capta&ccedil;&atilde;o de recursos de acordo com a organiza&ccedil;&atilde;o dos artes&atilde;os, conforme Aguiar e Parente <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(29)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Sendo assim, &eacute; poss&iacute;vel oferecer melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida para comunidades diversas onde o artesanato serve &ldquo;como est&iacute;mulo econ&ocirc;mico gerador de capacita&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra e agente de resgate dos tra&ccedil;os identit&aacute;rios das culturas dessas comunidades&rdquo; <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(3)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para Brand&atilde;o et al&nbsp;<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(2)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> uma estrat&eacute;gia de amplia&ccedil;&atilde;o das atividades artesanais &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o com outras cadeias produtivas como o turismo. Este pensamento converge com Martins <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">(35)<\/span><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, para o qual o artesanato est&aacute; entre os produtos e servi&ccedil;os do setor tur&iacute;stico. Na vis&atilde;o do autor, os produtos artesanais identificam a cultura local, atuando como elo entre o territ&oacute;rio onde s&atilde;o produzidos e o resto do mundo. Estes objetos s&atilde;o adquiridos devido ao seu significado, por lembrarem um lugar e uma experi&ecirc;ncia vivida. Carregam &iacute;cones do patrim&ocirc;nio, referenciando elementos hist&oacute;ricos culturais, que representam e preservam a mem&oacute;ria local. S&atilde;o os produtos artesanais que, em grande parte das comunidades com voca&ccedil;&atilde;o e potencial tur&iacute;stico, sustentam grupos sociais e estimulam o desenvolvimento local. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(35;26)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Martins <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(35)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, em uma vis&atilde;o antropol&oacute;gica, um grupo social se sente pertencente a um lugar ou territ&oacute;rio ao se relacionar diretamente com a sua identidade cultural. Esta identidade &eacute; composta de objetos, adornos, vestimentas, culin&aacute;ria, m&uacute;sica, modos de vida, rituais e quaisquer outros elementos capazes de distinguir um grupo de indiv&iacute;duos dos demais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Pinho <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(28)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">,&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das importantes estrat&eacute;gias de resgate da identidade do produto artesanal visa a integrar o cidad&atilde;o artes&atilde;o ao seu objeto de cria&ccedil;&atilde;o, revitalizando o produto artesanal atrav&eacute;s de costumes, h&aacute;bitos e usos, permitindo que ele imprima na forma, no uso e na inten&ccedil;&atilde;o, tra&ccedil;os identific&aacute;veis de sua cultura original. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(28)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sendo assim, ao atuar sobre um territ&oacute;rio, uma comunidade desenvolve a&ccedil;&otilde;es territoriais, que podem ser passivas ou ativas, de acordo com a atividade dos grupos sociais em rela&ccedil;&atilde;o ao cen&aacute;rio em que est&atilde;o inseridas <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(17)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Esta a&ccedil;&atilde;o territorial pode ser fomentada pela inser&ccedil;&atilde;o do design nestes grupos sociais. Ao desenvolver o artesanato identit&aacute;rio em prol de uma produ&ccedil;&atilde;o voltada para a sustentabilidade dos grupos, o papel do designer passa a ser de mantenedor do patrim&ocirc;nio e do territ&oacute;rio e estimulador do turismo.<\/span> <span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(15;18)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir dos conceitos apresentados anteriormente, cabe um maior aprofundamento na uni&atilde;o do design com o artesanato, que ser&aacute; apresentada a seguir.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>INTERSEC&Ccedil;&Otilde;ES ENTRE ARTESANATO E DESIGN<\/p>\n<p><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">V&aacute;rios autores corroboram na dire&ccedil;&atilde;o de que a intera&ccedil;&atilde;o entre design e artesanato surge da necessidade de concep&ccedil;&atilde;o de produtos com valores identit&aacute;rios que reflitam uma determinada cultura e um modo de vida, mas que tamb&eacute;m criem condi&ccedil;&otilde;es de sustentabilidade aos artes&atilde;os produtores. Esta uni&atilde;o contribui para o desenvolvimento de novos significados, baseados nas refer&ecirc;ncias culturais, visando a revitaliza&ccedil;&atilde;o dos produtos locais. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(15; GIULIANO, 2014; 34)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conhecer a hist&oacute;ria e reconhecer a identidade de um lugar s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es importantes para a constru&ccedil;&atilde;o da iconografia de um territ&oacute;rio, com base no patrim&ocirc;nio hist&oacute;rico-cultural e nas manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas. A uni&atilde;o de cultura imaterial, cultura material e territ&oacute;rio possibilita o resgate de caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas de determinados grupos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">(18; 26)<\/span> <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste &acirc;mbito, o design age como impulsionador da inova&ccedil;&atilde;o, contribuindo para a sele&ccedil;&atilde;o de potencialidades do territ&oacute;rio e fomentando a valoriza&ccedil;&atilde;o da comunidade local a partir de projetos de desenvolvimento de redes <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(18)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Para Souza <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(15)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, n&atilde;o se trata apenas de uma atividade projetual de desenvolvimento de uma linha de produtos coordenada pelo designer, mas de uma comunh&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o com o mercado contempor&acirc;neo, do patrim&ocirc;nio com a inova&ccedil;&atilde;o, fazendo com que o artesanato possibilite a sustentabilidade da comunidade local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Bonsiepe <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">(36)<\/span> <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">existem diversos enfoques dados na uni&atilde;o do design e artesanato. Alguns s&atilde;o mais conservadores, protegendo o artes&atilde;o de refer&ecirc;ncias externas, outros mais produtivistas, os quais fazem do artes&atilde;o m&atilde;o de obra barata para produ&ccedil;&otilde;es de artistas e designers, e alguns paternalistas, tratando os artes&atilde;os como clientela pol&iacute;tica de programas assistencialistas. Mas h&aacute; um enfoque que converge com a vis&atilde;o de diversos autores, que trata de dar autonomia ao artes&atilde;o, denominado enfoque promotor da inova&ccedil;&atilde;o. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">(36)<\/span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste mesmo racioc&iacute;nio, Freitas e Nicacio <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(34) <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">entendem que os projetos que favorecem a interven&ccedil;&atilde;o do designer junto ao artes&atilde;o devem priorizar sua autonomia e sua satisfa&ccedil;&atilde;o com os produtos criados, envolvendo-o na concep&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento dos produtos. Entende-se que ao tornar-se pertencente do projeto, o artes&atilde;o sente-se valorizado e participante do processo de resignifica&ccedil;&atilde;o cultural do qual faz parte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Mazza et al <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(37) <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, esse processo de interven&ccedil;&atilde;o do designer junto aos grupos de artes&atilde;os baseia-se no mapeamento de potencialidades para a valoriza&ccedil;&atilde;o de produtos artesanais e seus territ&oacute;rios onde participam o profissional de design e o artes&atilde;o. Deste modo, s&atilde;o levantadas caracter&iacute;sticas culturais, econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas, geogr&aacute;ficas, sociais da regi&atilde;o mapeada, para que a mesma possa ser compreendida em sua plenitude pelo artes&atilde;o e para que ele possa se apropriar destes elementos e aplic&aacute;-los em seus produtos. Munido das caracter&iacute;sticas locais e compreendendo quest&otilde;es formais, simb&oacute;licas e funcionais, &eacute; poss&iacute;vel para o artes&atilde;o construir produtos que valorizem seu territ&oacute;rio e patrim&ocirc;nio cultural <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(37) <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Esta rela&ccedil;&atilde;o do designer com os indiv&iacute;duos das comunidades agrega valor aos produtos oriundos deste tipo de projeto.<\/span> <span style=\"font-size: 8pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">(31)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Zavadil et al <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(38)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> , &eacute; tarefa do designer desenvolver produtos identit&aacute;rios que se relacionem com os indiv&iacute;duos, fazendo despertar emo&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas. Sendo assim, o desenvolvimento de produtos que proporcionem bem estar &eacute; uma tarefa dispendiosa e desafiadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De outro lado, na vis&atilde;o de alguns autores, o profissional de design atua como um educador, no sentido de auxiliar no desenvolvimento de produtos, deixando o papel de ator principal do processo ao artes&atilde;o, fomentando a sua criatividade atrav&eacute;s do estabelecimento de crit&eacute;rios para individualizar e diferenciar o seu artesanato (FREITAS et al<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, 2008). Sob esta &oacute;tica, a mudan&ccedil;a desencadeada pelo designer &eacute; cultural, ideol&oacute;gica e pedag&oacute;gica, fomentando a autonomia e a autoridade do artes&atilde;o sobre o projeto.&nbsp; Deste modo, segundo Romeiro Filho <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(39)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">,&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"font-weight: 400;\">os artes&atilde;os deixam de ser &#8220;objetos&#8221; de interven&ccedil;&atilde;o (seja de designers, distribuidores, ou outros) e podem come&ccedil;ar a agir diretamente sobre o seu pr&oacute;prio trabalho, n&atilde;o s&oacute; operando em recursos materiais, mas tamb&eacute;m a produ&ccedil;&atilde;o de desenhos de suas pr&oacute;prias solu&ccedil;&otilde;es. Ou seja, eles aprendem a projetar. <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(39)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme Souza <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(15)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, o designer tem a responsabilidade de n&atilde;o optar por uma posi&ccedil;&atilde;o simplista de cria&ccedil;&atilde;o de produtos apenas desenvolvidos segundo o seu ponto de vista e preservando, assim, a criatividade intr&iacute;nseca do artesanato. Para o autor, a solu&ccedil;&atilde;o para suplantar este desafio est&aacute; na pr&oacute;pria capacidade do designer de melhorar as t&eacute;cnicas, os motivos tradicionais, implantar sistemas de qualidade e introduzir estrat&eacute;gias comerciais. Este profissional deve agir de modo a valorizar a cultura e o artes&atilde;o, sem apagar as suas particularidades, respeitando tanto o artesanato quanto o seu produtor <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(15)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, cabe citar Romeiro Filho <\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 8pt;\">(39)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, para quem os artes&atilde;os devem ser vistos como atores sociais e n&atilde;o apenas como clientes dos designers ou usu&aacute;rios dos seus produtos. As a&ccedil;&otilde;es em prol dos artes&atilde;os devem visar a sua autonomia para desenvolver seus produtos, libertando-os em &uacute;ltima inst&acirc;ncia dos pr&oacute;prios designers.&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>A organiza&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias te&oacute;ricas que apresentam a conflu&ecirc;ncia dos temas design e artesanato &eacute; fundamental para embasar a&ccedil;&otilde;es e pesquisas sobre o tema. O intuito deste estudo foi o de apresentar o design como mediador no contexto social, diferente de uma vis&atilde;o difundida do designer projetista de artefatos apenas a servi&ccedil;o do sistema industrial.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al&eacute;m disso, este artigo enfatiza a import&acirc;ncia do artesanato no sistema social brasileiro, sua relev&acirc;ncia na gera&ccedil;&atilde;o de renda da popula&ccedil;&atilde;o e na perpetua&ccedil;&atilde;o da cultura e hist&oacute;ria nacional. As quest&otilde;es te&oacute;ricas foram encadeadas de modo a apresentar o artesanato como representa&ccedil;&atilde;o tang&iacute;vel da cultura, sob o olhar do artes&atilde;o, historicamente oprimido pelo sistema global industrializado e massificado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este debate &eacute; fundamental para a revaloriza&ccedil;&atilde;o das particularidades locais, do trabalho manual e da diversidade local, como forma de ressurgimento em meio &agrave; homegeneiza&ccedil;&atilde;o cultural.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O artesanato tem uma representatividade significativa na economia brasileira, caracterizado pela sua capacidade de atratividade cultural, pela possibilidade de gera&ccedil;&atilde;o de renda, pela redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades e tamb&eacute;m pelo desenvolvimento dos territ&oacute;rios. Conclui-se que, por ser uma ocupa&ccedil;&atilde;o importante no desenvolvimento social, uma estrat&eacute;gia de amplia&ccedil;&atilde;o das atividades artesanais &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o com outras cadeias produtivas como o turismo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para isso &eacute; necess&aacute;rio o desenvolvimento de comunidades locais com enfoque cultural, fortalecendo-as e preparando-as para as transforma&ccedil;&otilde;es advindas da inser&ccedil;&atilde;o de novos atores no &acirc;mbito social.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sob esta &oacute;tica, a intera&ccedil;&atilde;o entre o design e o artesanato &eacute;, sem d&uacute;vida, uma realidade; cabe, por&eacute;m, pontuar que n&atilde;o deve existir dentro desta rela&ccedil;&atilde;o uma hierarquia. A vis&atilde;o de que o designer est&aacute; acima do artes&atilde;o &eacute; bastante ultrapassada, ambos caminham lado a lado, em um enfoque de &ldquo;Colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo;: o designer transfere seu conhecimento metodol&oacute;gico ao artes&atilde;o, visando que o mesmo utilize este conhecimento para resolver seus problemas de desenvolvimento e produto.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste sentido, compreende-se que um dos grandes desafios da atividade do design nos dias atuais &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o dos elementos culturais particulares, tornando-os atributos tang&iacute;veis a serem aplicados em artefatos, promovendo-os e difundindo-os no mercado. Deste modo, a atua&ccedil;&atilde;o do designer como colaborador junto a grupos de artes&atilde;os &eacute; uma possibilidade de contribui&ccedil;&atilde;o para uma mudan&ccedil;a social e para o desenvolvimento sustent&aacute;vel de pequenas comunidades no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pode-se afirmar ent&atilde;o que, confirmando o entendimento de que o Design apresenta um vi&eacute;s de transforma&ccedil;&atilde;o social, a sua intersec&ccedil;&atilde;o com o artesanato pode possibilitar a gera&ccedil;&atilde;o de renda, valoriza&ccedil;&atilde;o das diversidades culturais e perpetua&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria e particularidades dos povos brasileiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.nicoletomazi.com\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/Content\/Uploads\/Images\/cursos online\/artesanato-design-nicole-tomazi_.jpg\" width=\"100%\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><\/em><\/p>\n<p><em>* Nicole Tomazi &eacute; designer e pesquisadora. Bisneta de imigrantes, nasceu no interior do sul do Brasil e desde pequena tem um v&iacute;nculo muito forte com o territ&oacute;rio, a cultura local e a ancestralidade.&nbsp;Atua unindo o design e a produ&ccedil;&atilde;o artesanal desde 2007 por meio do desenvolvimento de pe&ccedil;as autorais, trabalhando com grupos de artes&atilde;os e tamb&eacute;m em projetos para a ind&uacute;stria.&nbsp;Em 2016 se&nbsp;tornou Mestre em Design com uma pesquisa voltada ao Design Territorial, observando maneiras de manter a cultura e tradi&ccedil;&atilde;o local utilizando ferramentas projetuais. Acesse <a href=\"https:\/\/www.nicoletomazi.com\">nicoletomazi.com<\/a>.<\/em><\/p>\n<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">REFER&Ecirc;NCIAS<br \/><\/span><br \/><span style=\"font-size: 8pt;\">1. KELLER, Paulo; NORONHA, Raquel; LIMA, Ricardo. Artesanato, Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Identidade Cultural. In V Jornada Internacional de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas. Maranh&atilde;o, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">2. BRAND&Atilde;O, Pamela; SILVA, Francisco da; FISCHER, T&acirc;nia. Potencialidades do artesanato no desenvolvimento de destinos tur&iacute;sticos criativos e sustent&aacute;veis. Book of Proceedings VOL. I &ndash; Tourism and Management Studies International Conference. Algarve, 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">3. DORNAS MOURA, Adriana. A Influ&ecirc;ncia da Cultura, da Arte e do Artesanato Brasileiros no Design Nacional Contempor&acirc;neo: um estudo da obra dos Irm&atilde;os Campana. Universidade de Minas Gerais, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">4. BORGES, Ad&eacute;lia. Design + Artesanato: O Caminho Brasileiro. S&atilde;o Paulo: Terceiro Nome.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">5. KRUCKEN, Lia. Design e territ&oacute;rio: valoriza&ccedil;&atilde;o de identidades e produtos locais. S&atilde;o Paulo: Studio Nobel, 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">6. KUBRUSLY, Maria Emilia; IMBROISI, Renato. Desenho de fibra: artesanato t&ecirc;xtil no Brasil. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">7. GUILIANO, Carla. Cultural Affordance no Design de Produtos. In X Semana de Extens&atilde;o, Pesquisa e P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o &ndash; SEPesq. Centro Universit&aacute;rio Ritter dos Reis. Porto Alegre, 2014<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">8. FREITAS, Ana Luiza C. ; COSTA, Andreia. ; MENEZES, Marlette. O design e a produ&ccedil;&atilde;o artesanal na p&oacute;s-modernidade. In: 8o. Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, S&atilde;o Paulo: Centro Universit&aacute;rio SENAC, 2008.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">9. GEERTZ, Clifford. A interpreta&ccedil;&atilde;o das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">10. ONO, Maristela. Design, Cultura e Identidade, no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o. Design em Foco, vol. I, n&uacute;m. 1, julho-dezembro, 2004, pp. 53-66.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">11. WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferen&ccedil;a: uma introdu&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e conceitual. In Identidade e diferen&ccedil;a: a perspectiva dos estudos culturais. Tomaz Tadeu da Silva (org.). Stuart Hall, Kathryn Woodward. 9 ed. Petr&oacute;polis, RJ: Vozes, 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">12. UNESCO. Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage. Paris, 17 October 2003.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">13. TOMAZ, Paulo. A preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio cultural e sua trajet&oacute;ria no Brasil. F&ecirc;nix &ndash; Revista de Hist&oacute;ria e Estudos Culturais. Vol. 7 Ano VII n&ordm; 2, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">14. IPHAN. Conven&ccedil;&atilde;o para a Salvaguarda do Patrim&ocirc;nio Cultural Imaterial. Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, Bras&iacute;lia, 2006.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">15. SOUZA, Filipa. A Interve&ccedil;&atilde;o do Design no Artesanato. Estudo da actividade cesteira em Portugal. Faculdade de Letras &ndash; Universidade do Porto. Portugal, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">16. MURTA, Stela Maris e ALBANO, Celina. Interpreta&ccedil;&atilde;o, Preserva&ccedil;&atilde;o e Turismo: uma introdu&ccedil;&atilde;o. In Interpretar o Patrim&ocirc;nio: um exerc&iacute;cio do olhar. Stela Maris Murta e Celina Albano (org.). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">17. FRANZATO, Carlo. Design nel progetto territoriale. Strategic Design Research Journal, 2(1):1-6 janeiro-junho, 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">18. KRUCKEN, Lia. A re-descoberta do lugar e do artesanato (Redescovering the place and the local handcraft) In: Albino, C. (ed.) 2012. Editoria &#8211; Design, Artesanato &amp; Ind&uacute;stria (Editoria &#8211; Design, Artisanship &amp; Industry). Guimar&atilde;es: Funda&ccedil;&atilde;o Cidade de Guimar&atilde;es, v. 1, p. 22-30, 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">19. CARVALHO, Cristina; DOURADO, D&eacute;bora; GAMEIRO, Rodrigo. Cultura e transforma&ccedil;&atilde;o: pol&iacute;ticas e experi&ecirc;ncias culturais. Porto Alegre: Dacasa Editora, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">20. OLIVEIRA, Alexandre. Cultura e Identidade cultural no campo do Design. DESENHANDO O FUTURO 2011 | 1&ordm; Congresso Nacional de Design, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">21. ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e identidade nacional. 5ed S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 1994.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">22. GUIMAR&Atilde;ES, M&aacute;rcio J. Valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio: uma via para o design sustent&aacute;vel no Maranh&atilde;o. In: 11&ordm; Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. Gramado, 2014.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">23. FREIRE, Doia; PEREIRA, L&iacute;gia L. Hist&oacute;ria Oral, Mem&oacute;ria e Turismo Cultural. In Interpretar o Patrim&ocirc;nio: um exerc&iacute;cio do olhar. Stela Maris Murta e Celina Albano (org.). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">24. BRASIL. Legisla&ccedil;&atilde;o sobre Patrim&ocirc;nio Cultural. 2. ed. Bras&iacute;lia : C&acirc;mara dos Deputados, Edi&ccedil;&otilde;es C&acirc;mara, 2013. (S&eacute;rie Legisla&ccedil;&atilde;o n. 92) Dispon&iacute;vel em: &lt;http:\/\/bd.camara.gov.br&gt;. Acesso em: 12 jul 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">25. MURTA, Stela Maris. Turismo Hist&oacute;rico-Cultural: parques tem&aacute;ticos, roteiros e atra&ccedil;&otilde;es &acirc;ncora. In Interpretar o Patrim&ocirc;nio: um exerc&iacute;cio do olhar. Stela Maris Murta e Celina Albano (org.). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">26.MORAES, Juliane e CAVALCANTE, Ana Luisa. Estudos iconogr&aacute;ficos para a valoriza&ccedil;&atilde;o do artesanato de Londrina e regi&atilde;o. Proj&eacute;tica Revista Cient&iacute;fica de Design. Londrina, V.3, N.1, Julho 2012<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">27. KELLER, Paulo; NORONHA, Raquel; LIMA, Ricardo. Artesanato, Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Identidade Cultural. In V Jornada Internacional de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas. Maranh&atilde;o, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">28. PINHO, Maria S. M. Produtos Artesanais e Mercado Tur&iacute;stico. In Interpretar o Patrim&ocirc;nio: um exerc&iacute;cio do olhar. Stela Maris Murta e Celina Albano (org.). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">29. AGUIAR, Malba; PARENTE, Merc&ecirc;s. Tradi&ccedil;&atilde;o e perman&ecirc;ncia: o fazer artesanal em Bras&iacute;lia. Bras&iacute;lia: Instituto Terceiro Setor, 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">30. SEBRAE. Termo de Refer&ecirc;ncia: Atua&ccedil;&atilde;o do Sistema SEBRAE no Artesanato, Durcelice C&acirc;ndida Masc&ecirc;ne, Mauricio Tedeschi. &ndash; Bras&iacute;lia: SEBRAE, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">31. JOHANN, Diane. Design e Artesanato: an&aacute;lise da gest&atilde;o, materiais e t&eacute;cnicas utilizadas em grupos de artes&atilde;os no Rio Grande do Sul. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">32. FELGUEIRAS, Magda. Interac&ccedil;&atilde;o Design_Artesanato: Proposta de uma Interface. Universidade do Minho, 2006.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">33. MORAES, Dijon de. Metaprojeto: O Design do Design. S&atilde;o Paulo: Blucher, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">34. FREITAS, Ana Luiza e NICACIO, Isadora. O uso do mapeamento como ferramenta de diagn&oacute;stico de projeto em design para o artesanato. In: 11o. Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. Gramado, 2014.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">35. MARTINS, Daniela. Comunidades Criativas das Geraes: um caso de inova&ccedil;&atilde;o social na produ&ccedil;&atilde;o artesanal sob a perspectiva do design. Universidade do Estado de Minas Gerais, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">36. BONSIEPE, Gui. Design: como pr&aacute;tica de projeto. S&atilde;o Paulo: Blucher, 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">37. MAZZA, Adriana; IPIRANGA, Ana S&iacute;lvia; FREITAS, Ana Augusta. O design, a arte e o artesanato deslocando o centro. Cadernos EBAPE. BR, v.5, n&ordm; 4, dezembro, 2007.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">38. ZAVADIL, Priscila ; R&Uuml;THSCHILLING, Evelise ; SILVA, R&eacute;gio Pierre . Design de Superf&iacute;cie: cultura iconogr&aacute;fica como refer&ecirc;ncia para a estamparia t&ecirc;xtil. In: P&amp;D &#8211; Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, 2010. S&Atilde;O PAULO: ANHEMBI MORUMBI, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">39. ROMEIRO FILHO, Eduardo. Design and Craftsmanship: The Brazilian Experience. Design Issues, v. 29, p. 64-74, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">______. Decreto n&ordm; 3551 de 04 de agosto de 2000.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">______. Programa Nacional do Patrim&ocirc;nio Imaterial (PNPI), 2015. Dispon&iacute;vel em:&lt; http:\/\/portal.iphan.gov.br\/pagina\/detalhes\/761\/&gt;. Acesso em: 12 jul 2015. <\/span><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Nicole Tomazi*&nbsp; O artesanato &eacute; uma das mais expressivas manifesta&ccedil;&otilde;es da cultura brasileira. Os produtos artesanais, quando carregam valores culturais, ampliam a percep&ccedil;&atilde;o da territorialidade. (1;2)Conforme a UNESCO&nbsp;(12), os di&aacute;logos entre as comunidades podem ser renovados pelos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, a intoler&acirc;ncia, os riscos de deteriora&ccedil;&atilde;o e desaparecimento do patrim&ocirc;nio cultural [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":469,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos - DW!<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos - DW!\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"por Nicole Tomazi*&nbsp; O artesanato &eacute; uma das mais expressivas manifesta&ccedil;&otilde;es da cultura brasileira. Os produtos artesanais, quando carregam valores culturais, ampliam a percep&ccedil;&atilde;o da territorialidade. (1;2)Conforme a UNESCO&nbsp;(12), os di&aacute;logos entre as comunidades podem ser renovados pelos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, a intoler&acirc;ncia, os riscos de deteriora&ccedil;&atilde;o e desaparecimento do patrim&ocirc;nio cultural [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"DW!\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-03-19T09:24:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2020-07-22T22:01:20+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1190\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"810\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"refstecnologia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"refstecnologia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"35 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/\"},\"author\":{\"name\":\"refstecnologia\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/person\/98a55f5fc3f76fd82548ca2bf9d64d52\"},\"headline\":\"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos\",\"datePublished\":\"2020-03-19T09:24:00+00:00\",\"dateModified\":\"2020-07-22T22:01:20+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/\"},\"wordCount\":6998,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg\",\"articleSection\":[\"Mat\u00e9rias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/\",\"url\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/\",\"name\":\"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos - DW!\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg\",\"datePublished\":\"2020-03-19T09:24:00+00:00\",\"dateModified\":\"2020-07-22T22:01:20+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg\",\"width\":1190,\"height\":810},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#website\",\"url\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/\",\"name\":\"DW!\",\"description\":\"S\u00e3o Paulo Design Weekend\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#organization\",\"name\":\"DW!\",\"url\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/logodw2023-roxo-2.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/logodw2023-roxo-2.png\",\"width\":370,\"height\":164,\"caption\":\"DW!\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/person\/98a55f5fc3f76fd82548ca2bf9d64d52\",\"name\":\"refstecnologia\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/402f99f4719d5f3bbec64d97c26de598?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/402f99f4719d5f3bbec64d97c26de598?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"refstecnologia\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/localhost\/dw\"],\"url\":\"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/author\/refstecnologia\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos - DW!","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos - DW!","og_description":"por Nicole Tomazi*&nbsp; O artesanato &eacute; uma das mais expressivas manifesta&ccedil;&otilde;es da cultura brasileira. Os produtos artesanais, quando carregam valores culturais, ampliam a percep&ccedil;&atilde;o da territorialidade. (1;2)Conforme a UNESCO&nbsp;(12), os di&aacute;logos entre as comunidades podem ser renovados pelos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, a intoler&acirc;ncia, os riscos de deteriora&ccedil;&atilde;o e desaparecimento do patrim&ocirc;nio cultural [&hellip;]","og_url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/","og_site_name":"DW!","article_published_time":"2020-03-19T09:24:00+00:00","article_modified_time":"2020-07-22T22:01:20+00:00","og_image":[{"width":1190,"height":810,"url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"refstecnologia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"refstecnologia","Est. tempo de leitura":"35 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/"},"author":{"name":"refstecnologia","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/person\/98a55f5fc3f76fd82548ca2bf9d64d52"},"headline":"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos","datePublished":"2020-03-19T09:24:00+00:00","dateModified":"2020-07-22T22:01:20+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/"},"wordCount":6998,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg","articleSection":["Mat\u00e9rias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/","url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/","name":"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos - DW!","isPartOf":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg","datePublished":"2020-03-19T09:24:00+00:00","dateModified":"2020-07-22T22:01:20+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#primaryimage","url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg","contentUrl":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/39192.jpg","width":1190,"height":810},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/interseccao-de-referenciais-teoricos-sobre-artesanato-e-design-visando-acoes-para-o-desenvolvimento-de-identidades-locais\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Design e artesanato e seus referenciais te\u00f3ricos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#website","url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/","name":"DW!","description":"S\u00e3o Paulo Design Weekend","publisher":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#organization","name":"DW!","url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/logodw2023-roxo-2.png","contentUrl":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/logodw2023-roxo-2.png","width":370,"height":164,"caption":"DW!"},"image":{"@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/person\/98a55f5fc3f76fd82548ca2bf9d64d52","name":"refstecnologia","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/402f99f4719d5f3bbec64d97c26de598?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/402f99f4719d5f3bbec64d97c26de598?s=96&d=mm&r=g","caption":"refstecnologia"},"sameAs":["http:\/\/localhost\/dw"],"url":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/author\/refstecnologia\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260"}],"collection":[{"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=260"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/media\/469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/historia.dwsemanadedesign.com.br\/dwfestival2023\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}